Tendo crescido numa zona vivendas, habituei-me desde sempre a ouvir a música do amolador anunciando a sua presença e oferecendo os seus serviços. Muitos dos mais novos, provavelmente, nem conhecem esta profissão. O amolador é alguém que, entre outras actividades, afia facas e objectos cortantes. Lembro de um, nunca falei com ele, que passava pela zona onde morava, que além destas actividades ainda arranjava guarda-chuva (no tempo em que não custavam 5€ no chinês da esquina) e reparava pequenas engrenagens. Hoje, neste belo início de tarde Janeiro, estava eu sentado ao meu computador, a pesquisar na internet por novidades em relação a tablet pc, quando ouvi a música da minha infância a vir da janela da minha casa. Já não moro numa vivenda, mas num apartamento, numa zona mais de cidade. Há quantos anos eu não ouvia aquela música, que segundo os antigos chama a chuva.
Uma imensa saudade invadiu-me o coração, mas também uma profunda tristeza. Estas são actividades que estão a desaparecer, e de repente dei comigo a pensar que os meus filhos, quando os tiver, provavelmente nunca ouvirão a música do amolador e só "o" conhecerão pelas memórias do pai. E com isto vejo que parte da minha infância está entrar, de forma irrevogável, no domínio da história Passada, deixando de fazer parte da realidade objectiva de todos os dias. Talvez seja assim que os mais antigos de hoje se sentem em relação às coisas que havia na sua infância e adolescência e hoje não passam de histórias e contos para entreter os netos.
Sou um grande defensor do avanço tecnológico, mas não deixo de sentir nostalgia pelo que já não existe a não ser na minha memória. Como dizem os Xutos & e Pontapés "O que foi não volta ser, mesmo que muito se queira."
Um Bem Haja!
Francisco Ribeiro
Milhares de quilómetro de trevas não conseguem abafar a luz duma vela solitária. E a escuridão nada mais é que a ausência de Luz. Vivemos um período tão complicado do nosso país, em que parece que as más notícias são cada vez mais e quase que nos afogam. A minha proposta é falar do que de bom acontece e partilhar convosco as minhas reflexões sobre os acontecimentos que marcam as nossas vidas do dia a dia. Um Bem haja a todos!
Novo ano
Estamos no chamado "Ano Novo" há cerca de 2 dias... há cerca de 48 horas a Humanidade iniciava a sua histeria colectiva anual de ano novo. Ao som de foguetes, festa, música e muita folia recebemos o novo ano, cheio de promessas de coisas melhores, novas conquistas pessoais entre outras coisas.
Mas afinal o que significa o novo ano, o que significa esta mudança de calendário? Raras vezes pensamos de como é que utilizamos os 365 dias do ano, mas mais importante ainda, como é que tencionamos utilizar os 365 dias que se seguem no de 2011?
Se desejamos realmente que o próximo ano seja melhor do que este que passou, não podemos continuar com os mesmos hábitos e comportamentos que tivemos até agora. Se desejamos, de forma sincera, que algo melhore para o nosso futuro temos de alterar as nossa maneira de ver e viver a vida.
É muito fácil dizer que o país está mal, que a sociedade está de mal a pior... e o que é que fazemos para alterar isso? A maioria das vezes não fazemos nada. No fundo, o que cada um de nós ambiciona é a mudança da situação externa (sociedade por exemplo) sem a nossa mudança interna. Ainda não percebemos que não podemos ficar à espera que a sociedade mude sem que nós mudemos antes.
E nem por acaso, ao mesmo tempo que estava a escrever este texto, a minha namorada chamou-me para assistir a uma reportagem que estava a ser transmitida pela SIC sobre um grupo de estrangeiros que graças a um Homem que decidiu não ficar parado, vão agora recuperar a dignidade e regressar ao seu país de origem. E mais pertinente ainda, é o facto de ter sido a notícia de abertura do Jornal da SIC. Afinal, ao fim de tantos anos, finalmente temos uma boa notícia a abrir um telejornal, finalmente uma boa notícia é realmente notícia.
Se mais de nós formos capazes de agir em relação ao que está mal, então este novo ano será certamente melhor do que o ano anterior, mas se continuarmos a agir como sempre agimos e funcionar como sempre funcionamos, então 2011 será tão mau ou pior que 2010. A escolha é nossa... Sermos felizes ou sermos infelizes
Mas afinal o que significa o novo ano, o que significa esta mudança de calendário? Raras vezes pensamos de como é que utilizamos os 365 dias do ano, mas mais importante ainda, como é que tencionamos utilizar os 365 dias que se seguem no de 2011?
Se desejamos realmente que o próximo ano seja melhor do que este que passou, não podemos continuar com os mesmos hábitos e comportamentos que tivemos até agora. Se desejamos, de forma sincera, que algo melhore para o nosso futuro temos de alterar as nossa maneira de ver e viver a vida.
É muito fácil dizer que o país está mal, que a sociedade está de mal a pior... e o que é que fazemos para alterar isso? A maioria das vezes não fazemos nada. No fundo, o que cada um de nós ambiciona é a mudança da situação externa (sociedade por exemplo) sem a nossa mudança interna. Ainda não percebemos que não podemos ficar à espera que a sociedade mude sem que nós mudemos antes.
E nem por acaso, ao mesmo tempo que estava a escrever este texto, a minha namorada chamou-me para assistir a uma reportagem que estava a ser transmitida pela SIC sobre um grupo de estrangeiros que graças a um Homem que decidiu não ficar parado, vão agora recuperar a dignidade e regressar ao seu país de origem. E mais pertinente ainda, é o facto de ter sido a notícia de abertura do Jornal da SIC. Afinal, ao fim de tantos anos, finalmente temos uma boa notícia a abrir um telejornal, finalmente uma boa notícia é realmente notícia.
Se mais de nós formos capazes de agir em relação ao que está mal, então este novo ano será certamente melhor do que o ano anterior, mas se continuarmos a agir como sempre agimos e funcionar como sempre funcionamos, então 2011 será tão mau ou pior que 2010. A escolha é nossa... Sermos felizes ou sermos infelizes
Subscrever:
Comentários (Atom)